• Vânia Penha-Lopes

RACISMO LÁ E CÁ: O GENOCÍDIO DOS CONGOLESES



Em 12 de junho de 2020, geledes.org publicou matéria sobre a ação de manifestantes antirracistas na Antuérpia, Bélgica, que derrubaram uma estátua de Leopoldo II, o rei belga que ordenou a colonização do Congo. Comentei no mesmo dia: "Na próxima vez que comprar chocolate 'belga', lembre-se que não há plantação de cacau na Europa."


Quase cinco anos antes, em 2 de novembro de 2015, fiz o seguinte comentário no Facebook:


"O livro de História que foi adotado no meu pré-vestibular era excelente. Foi nele que aprendi sobre o reinado de sangue da Bélgica no Congo. Foi nele que li sobre a prática dos "colonizadores" (leia-se "invasores") de cortar as mãos dos congoleses se eles não alcançassem a cota anual de extração de látex. Tudo sob as ordens desse tal de Leopoldo II".


As atrocidades que os belgas fizeram em seus muitos anos no Congo são pouco comentadas, mas isso não as torna menos revoltantes. Até recentemente, vendia-se na Bélgica chocolate em formato de mão, uma lembrança das mutilações praticadas no Congo, como a foto acima retrata tão chocantemente. Portanto, o termo "chocolate belga" esconde não só a verdadeira origem da matéria-prima, mas toda uma história do sangue que escorreu dos corpos congoleses.



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