• Vânia Penha-Lopes

"AOS JOVENS RICOS, BENEVOLÊNCIA. AOS POBRES, PELOURINHO E BALA..."



A crônica abaixo é a minha reação a um texto de Leonardo Sakamoto de 31 de outubro de 2014 sobre a prisão de uma gang de rapazes de classe média alta.


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Se isto for verdade, não me espanta, mas fico feliz com a divulgação. Ser branco de classe média, tanto no Brasil como nos EUA, isenta um infrator do estigma a priori. Por exemplo, é muito comum garoto dessa classe passar o dia fumando maconha em casa, incapaz de levantar um dedo pra fazer a própria cama, mas não pega nada pra ele porque a polícia não vai invadir a casa dele chamando-o de "vagabundo" e batendo na mãe dele. Gangues de "filhinhos de papai" tocam fogo em índio em banco de praça, dão surra em empregada doméstica no ponto de ônibus e até matam menores (R.I.P., Araceli) e nem assim perdem seus privilégios, provando que a Justiça não tem nada de cega. Isso me revolta.

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